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Pode ocorrer uma pandemia? Casos de Ebola chamam a atenção no Congo

  • Foto do escritor: TV G SAT
    TV G SAT
  • 28 de mai.
  • 2 min de leitura

Enquanto a OMS declara emergência de saúde pública na República Democrática do Congo, cientistas explicam por que a biologia do vírus torna uma crise mundial muito improvável


Por: Luís Gustavo Ardenghe


Sempre que um novo surto de alguma doença surge no noticiário, um sinal de alerta acende na mente de muitas pessoas, já que as cicatrizes deixadas pela pandemia de COVID-19 ainda estão frescas em nossas mentes. 


Recentemente foram registrados casos de Ebola, doença infecciosa grave e frequentemente fatal, causada pelo vírus de mesmo nome, e com casos na República Democrática do Congo, contabilizando mais de 850 casos e acredita-se que tenha sido responsável por mais de 200 mortes.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou recentemente o surto no país como uma emergência de saúde pública de interesse internacional, alertando que a doença pode estar se espalhando mais rápido do que se pensava originalmente. 



Casos da doença aumentam a cada dia


O cenário atual impõe desafios gigantescos para as organizações de ajuda médica e humanitária, três voluntários da Cruz Vermelha que morreram no início deste mês estavam entre as primeiras vítimas conhecidas desse surto no Congo, provavelmente contaminados enquanto lidavam com corpos de vítimas.


Kate White, gerente da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) no Reino Unido, voou para o Congo para integrar o esforço internacional de ajuda e reforçou a gravidade da situação: "Isso realmente reforça a necessidade de garantir que tenhamos todas as medidas de proteção em vigor", afirma White.


Mesmo diante de um cenário tão grave na África, de acordo com epidemiologistas, o mundo não corre tanto risco de ser atingido por uma pandemia de Ebola por conta do meio que a doença é propagada.


O "ponto fraco" do Ebola: Como o vírus é transmitido

Ao contrário do coronavírus ou da gripe, o Ebola não é um vírus respiratório, ou seja, ele não flutua no ar e não há como contraí-lo apenas por respirar no mesmo ambiente que um infectado.

A transmissão só acontece pelo contato direto com fluidos corporais, como sangue, vômito, fezes, saliva, e sêmen de uma pessoa que já vem manifestando os sintomas da doença ou que faleceu em decorrência dela,  como é o caso que ocorreu com os voluntários da Cruz Vermelha.

  

E em ano de copa como fica?


A Organização Mundial da Saúde (OMS) deu um aviso sério na segunda-feira: a situação na República Democrática do Congo é "extremamente grave e difícil" e pode ameaçar pelo menos mais dez países na África. 


O secretário de Saúde do México, David Kershenobich, explicou em uma coletiva que o país está organizando um esquema forte de fiscalização junto com os Estados Unidos e o Canadá e que a ideia é unir os setores de saúde e turismo para acompanhar de perto os viajantes e isolar qualquer caso suspeito. 


Os Estados Unidos já tomaram uma medida radical: a seleção de futebol da República Democrática do Congo vai ter que ficar isolada por 21 dias (o tempo máximo que o vírus demora para aparecer) antes de entrar no país. O time estreia no dia 17 de junho contra Portugal, em Houston.



 
 
 

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